Ola Meninas,
Estou pesquisando sobre a ansiedade. O que causa a ansiedade eh a falta de controle sobre uma situacao. A pessoa perde o controle sobre uma situacao e a mente fica desorneda. E mente desorneda eh mente perigosa, mente em estado de ansiedade. Entao, para encontrar um equilibrio a tendencia da mente eh fazer fatos (ou acoes), que proporcione este equilibrio. A partir do momento que a pessoa torna-se mais flexivel esta ansiedade diminui. O texto a seguir mostra a importancia da flexibilidade.
Um estudo feito pela Hopkins University, nos Estados Unidos, mostrou que apenas 10% das pessoas conseguem alterar seu estilo de vida. Isso, inclusive, entre gente que ficou doente por problemas causados por maus hábitos, como cigarro, bebida e estresse demais. A pesquisa feita pela universidade americana aponta uma realidade que todos nós, em algum momento, já sentimos: mudar não é fácil, seja um velho hábito (deixar de ser sedentário), seja uma situação de vida (o jeito de trabalhar). Estamos sempre nos prometendo fazer diferente – ser mais paciente, tolerante, emagrecer, parar de fumar –, mas dificilmente a transformação é levada adiante. Por que somos tão resistentes às transformações? Isso acontece porque alterar um padrão preestabelecido traz, quase sempre, uma dose de sofrimento: o prazer de ficar no conhecido, e portanto controlável, se vai, e vem a sensação de desconforto. “Resistimos a sair de nossa zona de conforto mesmo que a situação esteja péssima. Nos acostumamos até com algo que não está fazendo bem. Mas permanecemos ali porque já sabemos como lidar com aquilo”, explica a psicóloga Rebeca Fischer, da Sociedade Brasileira de Neurolingüística. E tem mais: se desvencilhar de uma antiga situação para encarar outra inclui também se atirar ao desconhecido, segundo a psicoterapeuta e pedagoga Rosemary Roggero. E perder as rédeas da situação, convenhamos, é outra coisa que costuma assustar. É como a mãe que, depois de duas décadas cuidando do filho, o vê seguir a rota sozinho. Fisicamente, isso pode causar irritação, dor de estômago, tristeza e sensação de incômodo. Há quem defina como a síndrome do ninho vazio, mas, independentemente do nome, o que está em ques tão é uma nova organização fa miliar – nem pior nem melhor, apenas diferente. Diante de situações assim, temos caminhos a seguir: se nutrir de coragem e seguir em frente ou se deixar paralisar pelo medo e não experimentar a novidade. “Para andar, é preciso colocar um pé para a frente e desequilibrar o corpo para depois se apoiar no outro. Se você não tivesse pernas para isso, seria como um joão-bobo – mesmo que alguém o empurrasse, voltaria para a mesma posição. As pessoas precisam aprender a se desequilibrar para poder ir para a frente”, conclui o físico e educador José Luis Menezes, da Universidade de São Paulo. Enfim, a falta de controle e uma pequena dose de desequilíbrio fazem parte dessa nossa caminhada para reestruturar pequenas ou grandes coisas dentro de nós ou a nosso redor.
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Luciana
às 14h05

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos” Fernando Pessoa
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Luciana
às 13h58

FLEXÍVEL SIM, MAS NEM TANTO
A escritora Clarice Lispector trocou dezenas de correspondências com amigos, marido e irmã, desde a década de 1940 até pouco antes de morrer, em 1977. Uma se leção dessas cartas está no livro Correspondências (organização de Teresa Montero, ed. Rocco). Em uma delas, ela aconselha a irmã, Tânia Kaufmann, a mudar, mas sem perder a própria essência.
“Berna, 6 de janeiro 1948 (...) Tânia, não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso, nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar, querida irmã, minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois de uma pessoa perder o respeito de si mesma e o respeito de suas próprias necessidades, depois disso fica- se um pouco um trapo. Eu queria tanto, tanto estar junto de você e conversar, e contar experiências minhas e de outros. Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. (...) Para me adaptar ao que era inadaptável (...) tive que cortar meus aguilhões, cortei em mim a força que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. (...) Não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esque ceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Minha irmãzinha, ouça meu conselho, ouça meu pedido: respeite a você, mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você – pelo amor de Deus, não queira fazer de vo cê uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse o único meio de viver.” Clarice Lispector (texto publicado na revista Bons Fluidos)
Acho, que vale a pena reflexir sobre este texto.
Um abraco, Luciana
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Luciana
às 07h08

Dar e receber é uma via de mão dupla.
Dar e receber é uma via de mão dupla. A afirmação parece óbvia, mas a verdade é que nos esquecemos dela a todo instante.
Receber também entra para o quesito das dificuldades diárias: é complicado estabelecer um preço pelo seu trabalho - para os que são autônomos - ou aceitar um elogio e um agradecimento.
Conseguir exercitar o dar e o receber é a essência da convivência. “A reciprocidade nas relações, em que eu faço e você retribui de alguma maneira, foi um elemento que estruturou a sociedade, portanto é algo fundamental para o homem”, diz a antropóloga Livia Barbosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A dificuldade em ouvir algo bom a seu respeito ou ganhar uma coisa valiosa pode esconder a baixa auto-estima porque a pessoa não acredita ser merecedora disso.
Mas, atenção, a dificuldade em ser elogiado pode esconder, por vezes, um certo grau de arrogância – funciona assim para o elogiado: quem elogia não está a sua altura. Desse jogo ainda não se pode descartar o medo de ter, afinal, que retribuir. Mas não há como negar: o exercício do receber é necessário. Olhar para dentro de si pode ser uma das maneiras de enxergar qualidades perceptíveis aos outros. É algo para ser feito diariamente, que começa com alguns questionamentos. Não custa se perguntar o motivo de enrubescer e ficar sem palavras quando ouve um elogio. Se alguém disse que você está bonito ou que a sua companhia é agradável, por que acreditar? Não custa lembrar também que, quanto mais você aceita receber, mais terá a dar. “É assim que se formam os ciclos do bem, que fazem a todos mais felizes”, diz a monja Coen, da Comunidade Zen Budista, de São Paulo. ( Texto retirado da revista Bons Fluidos)
Coloquei este texto, porque estou com a dificuldade em receber o carinho de uma pessoa. Existe varios os obstaculos para evitar de receber este carinho. Por exemplo: nao confio na pessoa, acho a pessoa estranha e assim vai os adjetivos, na qual eu desclassifico esta pessoa somente para nao receber o carinho dele. Sabe aquela velha estoria de si permitir a ser amada. Isso esta acontecendo comigo. Mas antes das qualidades e defeitos dele, eu crio os meus proprios obstaculos para evitar de receber este carinho. Assim nao dar para viver. Preciso mudar este meu comportamento.
Conclusao: o problema esta eh comigo e nao com ele.
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Luciana
às 07h50

Homenagem
Ola Meninas,
O Post de hoje eh uma homenagem a pessoa.
Todo ocorre um concurso dos melhores blog em cada pais. E vejam que exemplo maravilhoso para nos continuarmos com o blog. Um senhora de 95 anos na espanha ganhou o concurso como o melhor blog da espanha. Eu estive lendo o blog dela. Adorei, nao tenho vontade de parar. Ela ja estve no Brasil. No blog ela conta sobre suas viagens, dar conselhos para os outros, conta sobre a vida dela. Ela nao pode escrever, por causa da vista, que nao eh tao boa, mas o neto dela escreve para ela. Foi o neto dela, quem deu o blog de presente para ela e hoje ela adora a internet. Ela descobriu um novo mundo com a internet.
Entao hoje fica aqui uma homenagem bem carinhosa para esta vovo María Amelia.
VOVO MARIA AMELIA, PARABENS PELO SEU BLOG.
O link do blog dela eh este: http://amis95.blogspot.com/
Meninas, passe la no blog dela e deixem uma mensagem para ela.
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Luciana
às 13h57

O QUE DIZ O ESPELHO?
Encontrei um texto muito interessante no revista bons fluidos. Estou publicado um trecho desta reportagem.
As americanas Lynn Ginsburg e Mary Taylor propuseram um bom exercício para entender o espelho no livro Do Que Você Tem Fome? (ed. Cultrix). Ele é dividido em duas partes. Experimente e se veja com menos severidade.
Primeira parte • Diante de um espelho grande, olhe objetivamente para sua imagem. • Ao notar que a mente se dispersou e você já não está olhando com atenção o reflexo, afaste-se. • No diário, descreva como se viu: curvas cheias, braços rechonchudos, cabelos ressecados etc. Anote também todos os pensamentos, sentimentos e sensações que a contemplação provocou. • Registre até as conclusões negativas. • Anote também a parte do corpo que observou primeiro: quadris, rugas... • Nos dias seguintes, repita a prática.
Segunda parte • Pense na parte do corpo que costuma primeiro observar no espelho. Considere até que ponto algumas insatisfações viram conclusões sobre o todo de sua personalidade. • Decida não olhar as partes de seu corpo que costuma fixar primeiro. Escolha uma parte que lhe é indiferente ou de que goste e observe-a no espelho. • Aos poucos, amplie o olhar a fim de abranger uma parte maior do corpo.
Isso cessa seu autojulgamento?
Conclusão: você perceberá que o que vê muda dia a dia e até de hora em hora. O corpo é o mesmo – mas seu humor, estado físico ou um cumprimento que recebeu podem alterar sua percepção. Quando a lucidez nublar, olhe-se nos olhos e reponha o foco em quem você é.
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Luciana
às 06h06

O Transtorno de Compulsao Alimentar
Ola Meninas,
mudarei o nome do meu blog para EQUILIBRIO EMOCIONAL. Estarei buscando o meu equilibrio emocional, para melhor e entender a minha compulsao. Assim publicarei textos referentes ao emocional e tambem escreverei mais sobre as minhas emocoes.
Vamos la! O texto abaixo eu encontrei na internet:http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=394&sec=94. O texto abaixo nao esta completo.
O Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica é uma atitude alimentar caracterizada pela ocorrência de episódios de comer grandes quantidades de comida em intervalos curtos de tempo, sensação de perda de controle sobre o ato de comer e, em seguida, arrependimento de ter comido. Esses episódios de hiperfagia são referidos na literatura internacional com o nome de Binge Eating.
A compulsão alimentar foi descrita por Stunkard (1) em 1959 estudando pessoas obesas. O quadro é, em parte, muito semelhante à Bulimia. A diferença é que na Compulsão Alimentar Periódica não há a necessidade de vomitar depois de comer bastante, como acontece na Bulimia, onde também existem esses episódios de comer exageradamente.
Aproveitando a descrição no DSM.IV, a Bulimia se caracteriza por:
A. Episódios recorrentes de compulsão periódica. Um episódio de compulsão periódica é caracterizado por ambos os seguintes aspectos: (1) ingestão, em um período limitado de tempo (por ex., dentro de um período de 2 horas) de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria durante um período similar e sob circunstâncias similares. (2) um sentimento de falta de controle sobre o comportamento alimentar durante o episódio (por ex., um sentimento de incapacidade de parar de comer ou de controlar o que ou quanto está comendo).
Constata-se também, em termos psicológicos, que os pacientes com Compulsão Alimentar Periódica possuem auto-estima mais baixa e se preocupam mais com o peso e com a forma física do corpo do que pessoas que também sejam obesas sem a Compulsão Alimentar Periódica (Zwaan, 1996).
Hipóteses das Causas
Os Transtornos Alimentares têm causas múltiplas, envolvendo, como quase sempre na psiquiatria, as predisposições genéticas e constitucionais, as influências socioculturais e as vulnerabilidades psicológicas pessoais. Essas são as condições que poderíamos colocar a Compulsão Alimentar Periódica.
Entre os fatores genéticos predisponentes, destaca-se a história de transtorno alimentar e (ou) transtorno do humor na família (transtorno de ansiedade, depressão). Entre portadores de Compulsão Alimentar Periódica é comum existirem parentes de primeiro grau também com transtorno alimentar ou quadros depressivo-ansiosos.
Os fatores sócio-culturais têm início nos padrões de relacionamento no ambiente familiar. (valorização da estética corporal)
A cobrança exagerada para o controle alimentar por parte dos familiares, comparações maldosas com pessoas “esbeltas e elegantes” muitas vezes acabam causando efeito contrário do que esperavam esses familiares, ou seja, a pessoa vigiada acaba desenvolvendo algum transtorno alimentar e, entre eles, com muita freqüência a Compulsão Alimentar Periódica.
As vulnerabilidades pessoais dizem respeito a determinados traços de personalidade, à fragilidades emocionais pessoais decorrentes de eventos vitais significativos e, biologicamente, a disfunções no metabolismo das monoaminas centrais, notadamente serotonina, noradrenalina e dopamina. Entre os traços de personalidade destaca-se o tipo de relacionamento sujeito-objeto (sujeito-comida), tais como as características de avidez, de busca continuada de saciedade, da incapacidade de protelação do prazer, entre outros.
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Luciana
às 11h10

Pensamentos:
Voce tem o poder de mudar qualquer coisas, porque eh quem escolhe seus pensamentos e vivencia seus sentimentos.
Voce cria seu proprio universo a medida qu avanca.
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Luciana
às 13h24

Mudando o Pensamento
Ontem,eu fiz aula de hidroginastica. Sai do trabalho e ja foi direto para hidroginastica, pq do trabalho ate la nao eh tao longe (de metro). No entanto o trajeto da hidroginastica ate a minha casa eh longo e demora. Eu nao morro no centro da cidade. As ligacoes de metro, trem e onibus sao muito boas aqui...eu nao tenho o que reclamar. No entanto esta muito frio. Ficar 12 minutos esperando o onibus ja me deixa irratada, por causa do frio. Logo eu acostumo e nao me irritarei mais com o frio.
Bem, no trajeto de volta para casa minha mente comeca a pensar o que eu comerei, quando eu chegar em casa. Isso eh pensamento de gordo!
Eu quero mudar meus pensamentos para pensamento de magro. Isso acontece com vc? ah! Chega quero mudar estes pensamentos.
Entao, cheguei em casa e decidi tomar vinho....rsrsr
Nao comi nada, mas tambem eu acho, que eu necessitava tomar o vinho. Agora bola para frente!!
Estou procurando viver cada momento a cada dia. Isso esta me ajudando, pq as vezes eu me sinto perdida com os meus objetivos.
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Luciana
às 09h37

Crescimento…
Aqui esta uma das dicas para livrar da gula: Terrível é a gente estar de dieta e andar pela casa cercado de delícias Mesmo que more com muitas pessoas que não estão de regime, a ordem é não fazer estoques de atrações fatais: bombons, doces caseiros, balas, sucos, refrigerantes que não dietéticos. E, para quem não resiste a um salgadinho: que tal eliminar do ambiente aquele armário que está lotado de coisas para a visitas e que quem acaba atacando é você... Ou tranque-o com chave e entregue-a para alguém de confiança!
Eu adoro comer biscoito doce, biscoito recheado...uf! Assim eu achava que era melhor eliminar do meu ambiente estas tentacoes e me sentia seguindo a dica alterior.
No trabalho e mesmo em casa comecou a surgi uns biscoitos doces. Na minha primeira recaida eu logo corria para comer estes biscoitos. Enfim, decidi comprar e ter o meu biscoito. Confesso, comi..quase um pacote num dia. Mas continue comprando os tais biscoitos. Ate que chegou um dia que eu fiquei saturada. Quando digo saturada aqui eh no sentindo de saber escolher, pq antes eu evitava e na primeira oportunidade que eu tinha para comer biscoito eu cai de boca nos biscoitos. Hoje eu percebo, que os biscoitos fazem parte as vezes da minha alimentacao e nao caio mais de boca nos biscoitos. O mias importante que eu quero resaltar aqui eh que hoje eu consigo, selecionar qual biscoito eu gosto ou nao. Estou criteriosa! Como somente o que eu gosto. Nao como mais porque vi o biscoito livre e solto pela casa...rssrss. E tais biscoitos deixaram de ser uma tentacao para mim.
Isso eu considero uma atitude de crescimento em relacao a minha alimentacao.
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Luciana
às 11h04

Alegria ( autor Rubens Alves)
Não, eu não quero prazer! Eu quero alegria! Era isso o que dizia uma das amantes de Tomás, o médico de A Insustentável Leveza do Ser. E Tomás ficava perdido porque prazer ele sabia dar, é coisa de receita fácil, mora no corpo. Mas alegria é coisa mais sutil, mora na alma, no lugar das fantasias e da saudade. Há um jeito fácil de saber se o que se sente é prazer ou alegria. Basta prestar atenção no corpo. Se ele for ficando cada vez mais pesado, é prazer. Se for ficando cada vez mais leve, é alegria. Todo mundo já experimentou isso num churrasco ou numa feijoada, a comida é gostosa, agrada boca e nariz, boca sempre cheia, dentes incansáveis, mais uma cervejinha e, aos poucos, a gente vai ficando desanimado, estufado, incomodado, não agüenta mais. Pena que o costume romano de ter um vomitório em cada refeitório tenha sido esquecido, quem sabe algum arquiteto imaginoso vai convencer um dono de restaurante a introduzir tal progresso no seu estabelecimento. O prazer é sempre assim – ao final o corpo diz: Chega! Não agüento mais! E isso é verdade também para as coisas do amor carnal. No ônibus a mocinha incansavelmente se dedicava a abraçar, acariciar, apalpar, beijar, mordiscar o namorado, coitadinha, pensando que assim os desejos dele seriam acesos de forma incontrolável e ele nunca mais a abandonaria. Fiquei com dó dela, por não entender das coisas do prazer, e dele, pois de forma alguma gostaria de estar na sua pele. O final, que não presenciei, era inevitável: ela seria mandada embora. E era justamente isso que o Tomás fazia com todas as suas amantes: não deixava que nenhuma delas dormisse em sua casa. Terminada a orgia do amor, tratava de chamar um táxi e despachá-las para suas casas, porque sua maquineta de prazer não era realejo que fica tocando enquanto se gira a manivela. Há manivelas que, depois de algumas voltas, se recusam a girar de novo, ficam emperradas. Assim é a máquina do amor – tanto nos homens quanto nas mulheres. Com a alegria é diferente. O corpo vai ficando cada vez mais leve; quanto mais come, com mais fome fica. Você vai dizer que não pode ser, que não existe jeito de comer sem se encher. Pois eu digo que tudo tem a ver com a fome que se tem e com a comida que se come. Foi justamente isso que pôs meu realejo de pensamento a funcionar. E esse realejo, posso assegurar, não precisa de manivela para produzir música, é moto-contínuo, movido por alegria, pois pensar é uma alegria, brincar com as idéias, como se fosse criança brincando: criança não se cansa, só pára de brincar por imposição dos superiores, pois brinquedo, além de dar prazer, dá alegria também. E é por isso que mesmo quando o corpo é obrigado a parar, a cabeça desobedece e continua a brincar. O que não é o caso do prazer, pois quem seria louco de continuar a comer a feijoada no pensamento, se o estômago não agüenta mais? Barriga que se encheu gostaria mesmo é de se esquecer do que comeu... Uma outra diferença é que o prazer, para acontecer, precisa que a coisa exista. Ele precisa da feijoada, do churrasco, da boca que dá o beijo. Já a alegria, para haver, não precisa que a coisa exista. O que me faz pensar que ela deve ser mais divina que o prazer pois, a se acreditar no Riobaldo, Deus é aquele que é, mesmo quando não existe. A alegria é coisa de criança. Pois criança se alegra com qualquer coisa, bolinha de gude, pião, casa de toquinho, torre de dominó, panelinha de fazer comidinha, coisa do mundo de faz-de-contas. E percebi que também sou assim. Claro que meu pensamento sabe trabalhar as coisas importantes. Mas quando ele está livre e não lhe dou uma tarefa a cumprir, ele anda vagabundo como criança, do jeitinho do Menino Jesus como conta Alberto Caeiro, brincando com idéias sem importância, como os riachinhos, as cachoeiras, as saracuras, os pintassilgos, os pica-paus, as araucárias, um inútil monjolo velho, um forninho de barro que ainda não fiz, as galinhas d'angola que ainda não estão lá, uma casinha que vou fazer para a minha neta, tudo lá nos ermos da Mantiqueira, mesmo quando lá não estou, só na imaginação, que é o lugar onde a alegria vem, me faz virar menino e começo a voar como o Peter Pan. Pra quem não sabe, é bom prestar atenção. Assim também é o amor. Para alguns, a dita pessoa amada é só objeto de prazer, feijoada, comeu, gostou, ficou cheio, enjoou... Para outros a pessoa amada é alegria leve do pensamento, que brinca com ela mesmo quando está longe. Esses estarão sempre com fome...
*Post por:
Luciana
às 06h21

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